Turismo em Paris

Belleville

Belleville uma Paris diferente aos olhos dos turistas.

Apesar do nome Belleville (Vila Bela), esse bairro pouco popular está longe de ser uma unanimidade turística ou cartão-postal inevitável. É conhecido como quartie (bairro) popular devido a seus habitantes serem da classe operária. Belleville tem um papel importante na história do país na Segunda República Francesa através de suas ações durante a Revolução de 1848, seus moradores foram um dos mais fortes defensores da Comunidade de Paris quando o Exército de Versalhes veio para reconquistar Paris.

  

Durante a primeira metade do século 20, muitos imigrantes se estabeleceram neste bairro e durante a década de 1980 artistas e músicos parisienses, foram atraídos pelos aluguéis mais baratos, isso porque Belleville foi ignorada no processo de modernização de arquitetura e reparação entre 1960 e 1970.

Esse pequeno bairro vem atraindo a atenção de artistas plásticos, designers e artesãos, pelo seu custo de vida mais acessível e alternativo. A Rue de Belleville é o centro deste novo ponto borbulhante, entre as atrações turísticas há o cemitério Père-Lachaise que guarda túmulos famosos como os de Chopin, Oscar Wilde, Marcel Proust, Jim Morrison e o da própria Édith Piaf (uma célebre cantora francesa). No bairro você também encontrará além da Escola de Arquitetura o  Parque de Belleville, subindo a encosta ocidental do monte, você vai se deparar com uma vista panorâmica do horizonte de Paris e um contraste muito moderno para os jardins clássicos do centro da cidade.

Este parque possui um jardin partagé (jardim compartilhado), onde moradores do bairro, usam o mesmo espaço cedido pelo parque para plantações diversas. O dinheiro arrecadado é dividido entre os moradores que utilizam o jardim.

Hoje, Belleville é um colorido quartie multi-étnico. Passear pelo bairro, lhe proporcionará observar os desenhos e as decorações individuais das fachadas de lojas e cafés, além dos traços grafitados, objetos e pequenos brinquedos que dão colorido e dramaticidade aos muros e às fachadas. A rua estreita é uma das poucas na cidade onde o grafite é permitido.

 

A língua francesa se mistura aos diversos dialetos.

As placas em francês de bistrôs, bares de vinhos e casas de doces, se intercalam a letreiros, balcões de sushi, açougues muçulmanos, restaurantes tunisianos, argelinos, marroquinos, entre outros. Prateleiras de livros se revezam com vitrines de tecidos que envolvem rostos e corpos africanos, indianos, árabes entre outros.

As influências multiculturais são visíveis também na oferta gastronômica de Belleville. A diversidade ganha lugar nos cardápios e nos ambientes dos restaurantes.

Confesso que a primeira impressão que tive quando cheguei a este quartie foi de espanto, o glamour que Paris transmite foi quebrado pela simplicidade deste bairro, e a conclusão é que sempre seremos surpreendidos pelas experiências da vida.

Chapeau Melon: Rue Rébeval – Tel: 4202-6860 – Metro: Belleville, Pyrénées.

Le Baratin: Rue Jouye Rouve 3 – Metro: Belleville, Purénées.

Chat Noir: 76, Rue Jean Pierre Timbaud – Tel: 33 00 148 06 98 22 – Metro: Parmentier e Couronnes.

Hotel Armstrong: www.armstrong-paris.com

Fontes:

www.belleville-village.com

www.armstrong-paris-hotel.com

www.restaurantelebaratin.fr

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