Expatriação desafios/oportunidades

Como eu me enxergo?

Como * “coexpatriada“, quantas vezes por dia eu olho para mim?

Quantas vezes por dia eu me questiono se estou conseguindo me enxergar e se tenho encontrado o que eu realmente gostaria de achar?

Um convite para a reflexão…

Como eu mudei! Quantas pessoas tenho encontrado dentro de mim, quantos sentimentos já me surpreenderam com as dificuldades da vida ou seria melhor dizer, como tenho lidado hoje com os diferentes tipos de acontecimentos em minha vida.

Já me vi menina, pura e inocente brincando de boneca e conversando com ninguém, já me vi entre a menina e a mulher deixando o acaso me levar sem muito pensar, já me vi mãe perdida em lágrimas pelo medo e feliz comemorando a descoberta do amor incondicional, já me vi como uma mulher maravilha enfrentando com leveza o peso de ser mãe separada, a dona de casa nas horas vagas, a trabalhadora para pagar as contas, a estudante em busca de um diferencial no mercado de trabalho, já me vi deprimida deitada numa cama suplicando forças para energias do além, já me vi princesa entrando numa igreja com véu e grinalda e tem os dias em que eu busco e não encontro uma definição para o meu eu.

As vezes o desânimo domina, a torneira se abre e as lágrimas rolam,  os olhos incham e a sanidade vai abrindo espaço para pensamentos insanos. Horas que passam e ao final do dia me resta a decepção por não ter escrito nada na página da minha história.

Esse é o caminho que escolhi, abri uma porta e me deparei com uma estrada cheia de altos e baixos, baixos ao ponto de me tornar irreconhecível, tipo aquele filme “De repente 30”.

Cai de paraquedas e agora? Acordei de um coma, quem sou eu? Aonde estou?

Em meio a tantas pessoas que já me vi ou melhor vivi, ganhei um novo crachá, só esqueceram de me dizer o cargo.

Será que eu poderia atribuir como empreendedora?

Novos dias vão chegando e vou me reinventando, de uma maneira criativa vou melhorando a escrita, as páginas que deixei em branco vão ganhando um contexto em novos textos, situações arrojadas, tristes e alegres, dramáticas e as vezes até aterrorizantes vão dando sentido ao tempo que em algum momento me pareceu vazio.  Aos poucos vou delineando meu território, traçando sem pressa uma visão de curto prazo, afinal é assim que funciona o  marketing, identificar um novo segmento dentro de uma demanda ainda inexistente, ou quem sabe um diferencial para o que já existe.

Profissão complicada esta viu! Exige muita paciência, um conhecimento interno profundo, habilidade com os sentimentos, jogo de cintura para não deixar a peteca caiar, humildade, persistência e acima de tudo resiliência. Afinal como eu me enxergo hoje?

A empreendedora desbravando seu eu interior, inovando o dia, recriando o que já passou, pelo meu olhar identificando detalhes que pareciam insignificantes e olha que material é o que não falta dentro do container.

Será que amanhã meu olhar será o mesmo? Ah o amanhã… esse vai entrar na história que só amanhã eu vou saber.

Simone Sampaio

*Coexpatriada – um neologismo criado pela fundadora da Levecoaching Carmem Calbes para explicar, ampliar e valorizar o papel da mulher que abre mão de muita coisa para apoiar a carreira do parceiro em um outro lugar.

http://www.leveorganiazacao.com.br

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