Poemas da Si

Sem rumo

Tem dia que eu acordo assim, sem rumo.

Vejo vida lá fora, os pássaros que cantam, as folhas das árvores se mexendo, o vento movimentando as nuvens, o sol meio tímido querendo aparecer, e eu? Sem rumo.

É como se o silêncio da casa silenciasse também minha mente, bloqueada, ela não consegue estímulos para enxergar além do agora.

Será que chorar ajuda?

Mas eu não quero chorar, quero apenas me achar, me descobrir, me corrigir, me iludir.

Eis que surge a escrita, erudita, despida, explícita.

Trazendo de dentro o grito, aflito, descrito, lícito.

O sem rumo parece acuar, se envergonhar.

Tímido vai perdendo sua força e dando lugar a esperança, para essa continuar a caminhar.

Não há caminho sem rumo quando se tem vontade de continuar, e no caminho da vida só há uma direção, seguir em frente.

E assim vou seguindo, as vezes sem rumo mas com vontade de caminhar.

Simone Sampaio

 

 

2 thoughts on “Sem rumo

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